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Como é que a dismenorreia se manifesta?

A dismenorreia pode manifestar-se não apenas como uma dor isolada, mas também associada a um conjunto de sintomas variados que engloba outros problemas, como náuseas e vómitos (89%), fadiga (85%), diarreia (60%), dores de cabeça (45%), dores na zona inferior da coluna, bem como tonturas, dores nas pernas, ansiedade, irritabilidade, depressão e inchaço. Em alguns casos, para além dos sintomas, ocorre a expulsão de coágulos de sangue ou moldes endometriais durante o período. Por conseguinte, esta disfunção pode mesmo representar uma deterioração do estado físico, psíquico e anímico nas mulheres que sofrem da mesma de forma periódica.

O que é a dismenorreia primária?

A dismenorreia primária acontece quando se manifesta como uma dor aguda ou convulsiva na zona inferior do abdómen. Neste caso, as dores menstruais antes do período começam entre 24 e 48 horas antes do início da menstruação e desaparecem gradualmente ao fim do primeiro dia. Habitualmente, ocorre em mulheres dos 17 aos 25 anos e é pouco comum em idades posteriores ou depois de terem tido filhos. Nestas mulheres jovens, a dismenorreia primária manifesta-se entre os 6 e os 12 meses seguintes à menarca (idade do primeiro período) e não costuma ser secundária a nenhuma doença conhecida, embora devas sempre consultar o teu médico. Alguns anti-inflamatórios podem ajudar a aliviar estes sintomas e, por vezes, o tratamento hormonal (contracetivos) também pode ser eficaz. Para diminuir os sintomas, é aconselhável praticar exercício físico de forma regular (um passeio de dois em dois dias é suficiente), diminuir o consumo de tabaco, álcool e cafeína e ingerir mais líquidos (água, sumos, fruta e verduras). A dismenorreia primária tende a permanecer durante toda a vida da mulher, embora normalmente diminua com a idade.

O que é a dismenorreia secundária?

Denomina-se dismenorreia secundária quando as dores menstruais são muito fortes e contínuas. Estas dores do período costumam manifestar-se uma semana antes da menstruação, podendo aliviar ou piorar durante a mesma, ou inclusive persistir durante todo o ciclo. Surge com maior frequência em mulheres com mais de 30 anos e, especialmente, nas que tenham tido filhos. A dismenorreia secundária pode ser um sintoma de uma doença subjacente, como por exemplo endometriose, miomas uterinos…, pelo que é recomendável consultar um médico. O tratamento variará em função da causa do problema e da gravidade do mesmo. Se, mês após mês, sentes dores menstruais muito fortes e, se além disso, essas dores menstruais se manifestam uma semana antes do período, existe a forte possibilidade de sofreres de dismenorreia secundária. Ao contrário da dismenorreia primária, na dismenorreia secundária a dor é mais contínua e forte, podendo aliviar ou piorar durante a menstruação ou, inclusive, persistir durante todo o ciclo. Surge com maior frequência em mulheres com mais de 30 anos e, especialmente, nas que já tenham tido filhos. A dismenorreia secundária pode ser um sintoma de uma doença subjacente, como por exemplo endometriose ou miomas uterinos, pelo que é recomendável consultares um médico para encontrar o tratamento mais adequado para ti.

Dismenorreia primária Dismenorreia secundária
Dor aguda ou convulsiva. Dores menstruais muito fortes e contínuas.
Começa entre 24 e 48 horas antes do início da menstruação e desaparece gradualmente ao fim do primeiro dia. Surge, habitualmente, uma semana antes da menstruação e pode persistir durante todo o ciclo.
Frequente em mulheres dos 17 aos 25 anos, pouco comum em idades posteriores ou depois de terem tido filhos. Frequente em mulheres com mais de 30 anos, especialmente nas que tenham tido filhos.
Deves consultar sempre o teu médico. Pode ser um sintoma de uma doença subjacente, deves consultar o teu médico.

Tenho 25 anos e sempre senti dores no primeiro dia, sobretudo na zona lombar. Até que ponto esta situação é normal?

Quase todas as mulheres sentem dores de menstruação e, normalmente, são bastante toleráveis. As dores do período denominam-se dismenorreia, e são uma dor pélvica e/ou abdominal intensa que coincide com a menstruação e dura aproximadamente 24 horas. A dismenorreia pode ser classificada como primária ou secundária. A dismenorreia primária é quando não existe nenhuma afeção ou perturbação ginecológica, representa 90% de todas as dores menstruais e, normalmente, diminui com anti-inflamatórios e/ou contraceção oral. A dismenorreia secundária ocorre quando existe alguma alteração, como a endometriose, miomas uterinos, doença inflamatória pélvica ou outras afeções. Dores menstruais muito fortes que não aliviam nem com analgésicos nem com contraceção oral não são consideradas normais e devem ser avaliadas.

A causa da dismenorreia dependerá se a mesma é primária ou secundária. Em geral, as mulheres com dismenorreia primária sentem contrações uterinas anormais como resultado de um desequilíbrio químico no corpo (em particular, da prostaglandina e do ácido araquidónico - ambas as substâncias químicas controlam a contração do útero) e não existe uma patologia ginecológica como causa das dores do período.

A dismenorreia secundária é causada por outras perturbações clínicas. A mais frequente é a endometriose (uma doença na qual o tecido semelhante ao do endométrio se instala fora do útero, geralmente noutros órgãos genitais, no interior da pélvis ou na cavidade abdominal, provocando frequentemente dores pélvicas crónicas). Outras causas possíveis da dismenorreia secundária incluem:

  • Doença inflamatória pélvica.
  • Miomas uterinos.
  • Gravidez anormal (por exemplo, aborto espontâneo, gravidez ectópica).
  • As infeções, os quistos de ovário ou os pólipos na cavidade uterina.

Quem corre o risco de sofrer de dores de menstruação?

A dismenorreia é frequente entre as adolescentes e as mulheres em idade reprodutiva e afeta aproximadamente 25%-50% das mesmas em algum momento durante esta fase da vida.

Embora todas as mulheres corram o risco de sofrer de dismenorreia, pensa-se que as mulheres mais propensas a ter esta disfunção sejam: mulheres fumadoras, as mulheres que bebem álcool durante o período menstrual, as que têm excesso de peso ou as que tenham tido o primeiro período antes dos 11 anos de idade.

Quais são os sintomas das dores menstruais e como diferenciá-los de outros problemas?

A dor pélvica e/ou abdominal pode ter características muito variáveis e estar associada a outros sintomas. Pode ser devida à menstruação e, inclusive, persistir depois de esta ter terminado.

Apesar de cada mulher poder vivenciar estes sintomas de forma diferente, os sintomas mais comuns das dores do período podem incluir:

  • Cólicas na parte inferior do abdómen
  • Dor na parte inferior do abdómen
  • Dores lombares
  • Dor que irradia para as pernas
  • Náuseas
  • Vómitos
  • Diarreia
  • Fadiga
  • Debilidade
  • Desmaios
  • Dores de cabeça

Os sintomas da dismenorreia podem assemelhar-se aos de outras perturbações ou problemas de saúde, por isso deves consultar sempre o teu médico para obteres um diagnóstico.

Quais são as causas das dores do período?

A dor da dismenorreia está relacionada com a atividade das prostaglandinas, substâncias químicas que desempenham um papel importante em diferentes processos do nosso organismo. Os analgésicos que impedem a sua formação são o tratamento mais eficaz quando as dores são fortes, embora algumas mulheres não necessitem de medicação.

Tenho 22 anos e sinto dores menstruais muito fortes antes do período. Como poderei saber se sofro de dismenorreia? Quais os exames que posso saber?

O diagnóstico começa com a avaliação dos antecedentes médicos, uma observação física completa e um toque vaginal. Só se pode ter a certeza do diagnóstico de dismenorreia primária quando o médico/ginecologista descarta outros distúrbios menstruais, sintomas ou alterações que possam ser causados ou agravados por uma patologia subjacente. Os exames que podem ajudar a completar uma suspeita de diagnóstico de uma doença face a uma dismenorreia grave poderão incluir uma ecografia ginecológica transvaginal, ressonância magnética da pélvis, laparoscopia ou histeroscopia.

Qual é o tratamento da dismenorreia?

O tratamento específico para a dismenorreia irá variar em função de uma série de fatores, tais como a idade, o estado de saúde, os antecedentes, a intensidade da dor, a tolerância a medicamentos e se a dismenorreia é primária ou secundária.

Se existir uma patologia ginecológica, esta deve ser diagnosticada e tratada. Se a dismenorreia for primária, o ginecologista, em função das preferências, optará por alterações higiénico-dietéticas, exercício físico, analgésicos e/ou tratamento hormonal, entre outros.

Tenho 17 anos e, no primeiro dia do período, sinto dores menstruais muito fortes que me impedem de praticar desporto e, em alguns casos, obrigam-me mesmo a ficar em casa. Isto é normal?

As dores menstruais que impeçam de fazer as atividades quotidianas, como ir à escola, para o trabalho ou praticar desporto, não são consideradas normais. Nestes casos, é recomendável consultares o teu médico para que sejas devidamente avaliada.

As dores passam depois de se ter filhos?

É errado pensar que as dores de menstruação muito fortes desaparecerão depois de se ter filhos ou que, com o passar dos anos, se solucionará. Qualquer dor menstrual aguda que não desaparece com anti-inflamatórios nem com contraceção oral e que impeça a realização das atividades habituais não é normal, pelo que é importante consultares o teu ginecologista.

Existem outras causas não ginecológicas das dores do período?

É verdade que existem outras causas e podem ser efeitos secundários, por exemplo, de infeções das vias urinárias, doenças gastrointestinais, como a síndrome do colón irritável, alterações músculo-esqueléticas, sintomas psicossomáticos sem que exista uma patologia subjacente, uma vez que a perceção da dor é a combinação da dor real, do estado emocional e dos aspetos sociais concomitantes do momento. Na avaliação da dor, será muito importante o conjunto do historial prévio da mesma, duração, frequência, localização, circunstâncias em que aumenta, tratamentos passados e atuais, para assim ser possível realizar um diagnóstico diferencial.

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