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Problemas comuns do período

Seja qual for o problema que estejas a enfrentar, é útil fazer uma lista de sintomas de diversos distúrbios menstruais e ver se estão ou não em linha com o teu período regular. Após este passo inicial, o médico poderá decidir investigar o problema mais a fundo, recorrendo a diversas opções, como um exame pélvico, uma análise ao sangue, uma biopsia, uma histeroscopia ou uma ecografia.

Dores do período

De um modo geral, existem dois tipos de dor menstrual: o primeiro tipo é a dor menstrual comum que normalmente diminui com o tempo, enquanto o outro tipo é sinal indicativo de um problema médico que exige uma maior atenção.

Se sofres de dismenorreia primária, podes sentir-te desconfortável quando o útero se contrai a fim de se desfazer do seu revestimento. Na maioria das mulheres, o período é normalmente mais doloroso durante a adolescência, mas à medida que o tempo vai passando, a maior parte afirma sentir dores menos fortes e intensas. Para algumas mulheres, no entanto, as dores menstruais nunca acabam por desaparecer completamente. O risco é geralmente maior se começaste a menstruar antes de fazeres 11 anos, se tens períodos muito longos ou um fluxo menstrual muito intenso, se fumas ou se tens muito stress na tua vida.

Se tens dores menstruais que se agravam com a idade ou que duram mais tempo do que as dores menstruais mensais, é possível que sofras de dismenorreia secundária. Estes alguns dos possíveis problemas a tratar:

  • Endometriose - Inchaço e dor causado pelo crescimento do revestimento do útero no exterior da parede uterina. Com as alterações dos níveis de estrogénio todos os meses, o revestimento solta-se causando sangramento.
  • Fibromas uterinos - Se tens dores pélvicas ou perdes sangue depois do período terminar, podes ter este tipo de tumores (geralmente não são cancerosos) no interior ou na parede do útero.
  • Quistos do ovário - São umas pequenos sacos, semelhantes a bolsas, cheios de líquido que podem ser dolorosos durante o período ou durante a ovulação.

Deves ir sempre ao teu médico se a dor se tornar insuportável e começar a interferir com a tua capacidade para trabalhar ou ir à escola. Podes fazer um acompanhamento dos teus sintomas e como eles coincidem com os teus períodos para ajudar o médico a chegar ao fundo do problema que te está a causar dores menstruais e poder receitar o tratamento adequado.

Se o teu fluxo menstrual apresentar coágulos de sangue maiores do que o tamanho de uma moeda de um cêntimo ou se a dor persistir mesmo depois de o período ter terminado, deves mesmo marcar uma consulta com o teu médico.

Alguns tratamentos possíveis incluem os métodos contracetivos hormonais ou cirúrgicos, por isso não te preocupes demasiado. Além disso, se a tua mãe teve períodos abundantes e dolorosos, quer tenha sido por causas hormonais ou por outras, o mais provável é que também tu sofras de dismenorreia primária ou secundária. Mas tudo isto pode ser confirmado por um médico após o estudo e os exames necessários.

Quando é que se considera que o período é irregular?

Se os intervalos de tempo entre os teus períodos forem entre 24 e 38 dias, então estás no bom caminho. No entanto, se o teu ciclo mudar de um mês para o outro em mais de 20 dias, pode ser por ainda estares no primeiro ano em que te vem a menstruação ou podes estar a enfrentar a perimenopausa (a transição para a menopausa).

Se não te enquadras em nenhum destes grupos, podes estar a sofrer de um destes problemas que muitas vezes dão origem a períodos irregulares:

  • Distúrbios alimentares
  • Problemas de tiroide
  • Aumento dos níveis de prolactina, a hormona que estimula o crescimento da mama e a produção de leite materno
  • Medicamentos para tratar a epilepsia ou a ansiedade
  • Síndrome do ovário policístico, uma doença que afeta 1 em cada 10 mulheres e causa múltiplos quistos nos ovários e um desequilíbrio hormonal
  • Falência ovárica prematura, uma doença em que os ovários deixam de funcionar normalmente
  • Doença inflamatória pélvica, uma infeção dos órgãos reprodutores frequentemente causada por uma doença sexualmente transmissível (DST).
  • Stress
  • Diabetes não controlada
  • Obesidade

Se os teus períodos se tornarem muito irregulares, ou se o teu ciclo durar menos de 24 dias ou mais de 38 dias, convém marcares uma consulta com o teu ginecologista.

O que é um período abundante?

Ao contrário do que se costuma pensar, um fluxo menstrual intenso nem sempre tem de ser negativo, ao fim e ao cabo é um sinal de que o teu corpo está a produzir e a libertar sangue que é vital para o seu bom funcionamento. Ainda assim, o sangramento abundante torna frequentemente os períodos mais dolorosos e pode até chegar a perturbar as tuas atividades diárias. Embora não tenhas nada com que te preocupar, aqui estão algumas das causas mais prováveis para se ter períodos abundantes:

  • Problemas de ovulação ou de revestimento do útero, que provocam a acumulação ou o sangramento irregular do revestimento uterino de um mês para o outro
  • Doenças da tiroide
  • Miomas uterinos
  • Pólipos uterinos
  • Medicamentos anticoagulantes ou outros medicamentos
  • Anticoagulantes ou outros medicamentos
  • Aborto espontâneo ou gravidez ectópica
  • Distúrbios hemorrágicos hereditários, que afetam 1 em cada 5 mulheres caucasianas e 1 em cada 20 mulheres negras
  • Obesidade
  • Síndrome de fadiga crónica

Se tiveres alguma dúvida, é sempre aconselhável consultares o teu médico, embora estes sejam alguns dos sinais a que deves estar atenta:

  • O teu período dura mais de oito dias
  • Tens um fluxo menstrual muito intenso e tens de usar um ou mais pensos higiénicos ou tampões de uma ou de duas em duas horas
  • Sentes-te tonta, zonza, meio atordoada, fraca ou cansada, ou apresentas outros sinais de anemia
  • Notas que tens coágulos de sangue menstrual maiores do que o tamanho de uma moeda de 10 cêntimos
  • O teu período começa a afetar significativamente a tua vida pessoal ou profissional

O teu médico poderá receitar-te um tratamento para aliviar a inflamação, tais como analgésicos, métodos contracetivos hormonais ou, em casos extremos, cirurgia.

A ausência de menstruação

Se não tiveres tido três períodos seguidos ou se tens 15 anos e ainda não tiveres começado a menstruar, é possível que tenhas amenorreia. A amenorreia afeta 3 a 4% das mulheres, cuja produção de estrogénios é baixa. Deves consultar o teu médico se te enquadrares nesta categoria: se tens 13 anos de idade e o crescimento mamário ainda não tiver começado ou se não tiveres tido o período nos três anos seguintes ao crescimento mamário.

Algumas das possíveis causas da ausência do período são as seguintes:

  1. Gravidez
  2. Amamentação durante os primeiros seis meses após o parto
  3. Distúrbios alimentares ou perda ou aumento de peso excessivo
  4. Stress
  5. Problemas hormonais
  6. Outros problemas de saúde graves, como malformações congénitas ou tumores cerebrais
  7. Menopausa precoce/falência ovárica prematura

O que é um sangramento anormal?

Existem alguns indícios que nos podem ajudar a saber se o sangramento é anormal. É por isso que deves consultar o teu médico se:

  • Sangras durante ou depois de teres relações sexuais, mais do que uma vez
  • Tens pequenas perdas de sangue (“spotting”) ou hemorragias fora do teu ciclo menstrual durante mais de 3 meses consecutivos
  • O teu período dura mais tempo do que o habitual ou é mais abundante do que o habitual durante mais de 3 meses seguidos
  • Tens hemorragias após a menopausa

Podes estar a passar por alterações hormonais ou sofrer de endometriose, quistos nos ovários ou outra doença. Convém ires ao teu médico que, com base nos sintomas que apresentas, te dará um diagnóstico.

A tensão pré-menstrual e as mudanças de humor

Antes do período, há uma queda nos níveis de estrogénio e progesterona que pode afetar o teu humor e fazer com que não te sintas tão feliz como nos outros dias. É a isto que se denomina transtorno disfórico pré-menstrual (TDPM).

Podes sofrer de TDPM se:

  • Tens fortes oscilações de humor, irritabilidade, raiva, falta de prazer nos teus passatempos ou na companhia dos teus entes queridos.
  • Estes sintomas aparecem durante a semana anterior à menstruação, começam a melhorar nos primeiros dias do período e desaparecem após a menstruação, quando te voltas a sentir tu mesma de novo.
  • Estes sintomas têm um impacto significativo nas relações pessoais e profissionais, perturbando a tua vida e chegando inclusivamente a causar conflitos; muitas mulheres sofrem de versões mais leves, como parte da tensão pré-menstrual (TPM), que é um diagnóstico muito mais comum.

Deve consultar o seu médico se estes sintomas piorarem. Para aliviar estes sintomas, é possível que o médico te receite antidepressivos ou um contracetivo hormonal a fim de estabilizar os níveis de estrogénio e progesterona.

Tratamento para a TDPM

A medicação e a psicoterapia podem ser úteis em casos de TDPM e, apesar do tratamento não ser simples, é essencial que obtenhas aconselhamento médico especializado junto de um ginecologista com experiência neste campo. Nem todas as mulheres respondem da mesma maneira aos antidepressivos, estabilizadores do humor e medicação hormonal, daí a necessidade da intervenção de um especialista.

Por que é que sofro de enxaquecas?

Embora 4 em cada 10 mulheres sofram de enxaquecas, metade delas enfrentam-nas durante a menstruação, possivelmente devido às alterações hormonais que ocorrem nesta altura do mês.

Para poderes ter um maior controlo sobre o que te acontece, deve consultar o teu médico se:

  • Os tratamentos anteriores já não te fazem efeito
  • Sofres de efeitos secundários dos medicamentos
  • Vês luzes brilhantes a piscar ou manchas que não são reais e estás a tomar a pílula contracetiva
  • As tuas dores de cabeça mudam ou pioram quando te deitas

A maioria dos tratamentos tem por objetivo controlar a dor ou evitar os fatores de desencadeamento, contudo não conseguem eliminar por completo as dores de cabeça.

Termo de responsabilidade: As informações apresentadas têm por objetivo dar resposta a algumas das tuas perguntas ou preocupações. No entanto, se estás preocupada com a tua saúde, fala com o teu médico de família ou com o teu ginecologista para obteres aconselhamento médico profissional.

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